O que começou com um debate sobre as formas de plantio do arroz pode estar contribuindo para se levantar as principais fontes poluidoras da Lagoa Mirim, em Imaruí. Vereadores e rizicultores vem discutindo o Projeto de Lei nº 4/2010, que proíbe o lançamento de agrotóxicos e produtos congêneres por aeronaves, nas lavouras cultivadas em imóveis na área territorial de Imaruí há cerca de um mês. A ideia do projeto é reduzir o impacto ambiental causado pela agricultura, enquanto que os produtores rurais argumentam que o uso do avião gera mais controle sobre o que é usado nas lavouras.
Só que diante das queixas apresentadas pela comunidade e pescadores sobre a qualidade da água da lagoa surgiram outros fatores que podem não ter origem na atividade rural. Por isso o problema pede uma discussão mais ampliada.
Reunião realizada esta manhã (1º/7) entre representantes da Associação dos Rizicultores do Vale do Rio D’Una (Arivale) e vereadores teve a participação de especialistas. Técnicos da Epagri falaram sobre as vantagens do uso do avião nas lavouras e argumentaram em favor dos produtores. Do outro lado, ouviram argumentos de que o dano ambiental causado pelo lançamento de agrotóxicos por aviões é maior do que o feito por tratores.
Uma das propostas apresentas é que seja realizado um estudo para esclarecer a situação. Uma das divergência está em quando fazer e quando aprovar a Lei. Uns defendem que só vote a Lei após a realização do estudo. Outros defendem que a aprovação da Lei e depois a realização do estudo e, se necessário, se volte atrás.
De um jeito, ou de outro, é preciso descobrir o que polui as águas da lagoa, causa o surgimento de manchas e mortandade de peixes. Essa quem sabe, poderá ser a maior contribuição deste debate.
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Imaruí discute o uso de aviões na agricultura
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