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quinta-feira, 8 de abril de 2010

É preciso falar mais da Fosfateira de Anitápolis

Estudantes dos cursos de História, Geografia e Ciências Biológicas organizaram ontem (7/4) na Unisul um painel sobre a instalação da Fosfateira de Anitápolis. O objetivo foi despertar a atenção para o assunto que será discutido numa audiência pública na próxima semana em Laguna.

O assunto ainda gera muitas dúvidas e pelo que se percebe o grande público ainda está desinformado.

Primeiro é uma pena que os responsáveis pelas empresas que projetam a instalação da fosfateira em Anitápolis não participam destas discussões com a população. Desta forma se acompanha a opinião apenas daqueles que são contrários ao projeto do jeito que ele foi apresentado até agora.

E ouvindo estas pessoas, de técnicos, engenheiros e ambientalistas tem-se a percepção de que é inaceitável permitir que projeto de tamanho impacto seja implantado.

É preciso saber que o projeto não está parado. As transnacionais Bunge e Yara venderam o projeto para a empresa Vale. A estratégia é não falar muito e fazer o projeto caminhar sem que ninguém perceba, sem muito barulho.

Mas os alertas estão sendo feitos.

São mais de 1700 hectares de área envolvida. Diversos municípios e ecossistemas podem ser atingidos. Diversas espécies animais ameaçadas de extinção foram ignoradas o Estudo de Impacto Ambiental.

Os estudos feitos por Ongs e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão indicam que foram utilizados dados climáticos que não condizem com a realidade da região. O verdadeiro impacto, pelo que parece, foi omitido.

Dizer que o projeto vai render investimentos e vagas de emprego é muito vago e fácil de justificar. Mas por que a nossa região não valoriza e investe em outras atividades que não sejam poluentes e que possam dar mais qualidade de vida para todos?

No passado, nossa região também se iludiu com promessas de crescimento econômico e geração de empregos vinda da exploração do carvão. O que sobrou em nossas cidades além de poluição, desemprego, problemas de saúde e crescimento desordenado?

É preciso falar mais deste projeto e conquistar mais forças para brigar por melhores condições de vida, destas e das gerações futuras. Para isso é preciso a mobilização de todos.

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