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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

É preciso rever o financiamento do ensino superior

Com frequência nós temos visto o governo anunciar a criação de universidades federais e a extensão das universidades existentes para o interior do estado. Aqui em Santa Catarina tivemos a criação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, e a instalação dos pólos da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) com os cursos a distância.

Mas será que esta é a estratégia correta? Vamos focar ainda mais em Santa Catarina onde temos o Sistema Acafe que reúne as universidades comunitárias municipais, modelo único no país. Será que não seria melhor o governo federal investir em bolsas de estudo e aproveitar toda a capacidade instalada das universidades catarinenses? Não seria preciso construir mais prédios, contratar professores, criar cargos. Não estou falando de ocupar somente as vagas que sobram, e que são muitas, mas permitir que o estudante escolha qualquer curso e que tenha uma bolsa para isso. Se o governo oferecer as bolsas, pode fazer exigências e definir o que for melhor para os estudantes.

Bom, mas vamos pensar que o Governo Federal não quer dar as bolsas com medo de que elas sejam entregues a quem não precisa. Permita então que as famílias financiem a educação dos filhos e dê diretamente a elas os benefícios. Como? Mude a forma de tributação do Imposto de Renda. Hoje, no sistema atual, um pai, uma mãe que declaram o imposto só podem descontar pouco mais de dois mil e quinhentos reais. Quem paga a mensalidade de um filho sabe que isso significa quatro, cinco meses e olhe lá! O que passa desse valor não pode ser deduzido.

Simplesmente abrir novas vagas e esquecer toda a estrutura que já existe é um erro de estratégia. Do jeito que se anda fazendo estamos cheios de padrinhos usando a expansão do ensino superior como propaganda pessoal. Mudar a forma que aí está seria uma grande chance de ampliar o acesso ao ensino superior e aproveitar a estrutura existente, sem desperdícios.

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