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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Economia da Amurel precisa reagir

Dados da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina reforçam que os municípios da Amurel precisam agir para fazer a economia regional crescer. As projeções dos valores do Índice de Participação dos Municípios (IPM), divulgadas na última semana, que serão repassados em 2019 demonstram uma estagnação preocupante.

A maior cidade da Amurel, tem apenas a 24ª economia do Estado. Está na mesma posição do ano anterior, mas ficou menor em relação a maior (Joinville) e em números não chega nem a um décimo da conhecida ‘Manchester Catarinense’.

Aqui na Amurel também está a menor economia de Santa Catarina: Pescaria Brava.

Enquanto isso, cidades como Araquari, Navegantes e Ponte Alta do Norte tiveram crescimentos entre 15 e 25% em relação ao ano anterior.

Se levarmos em conta a crise atual e até mesmo os problemas da universidade, com grande desemprego, a diminuição da atividade econômica pode ser ainda maior.

Por isso, Tubarão e região precisam agir para galgar esta recuperação, que não virá de um ano para o outro. Há muito tempo se fala na busca por atração de investimentos em novos negócios que possam geram empregos, renda e por consequência giro na economia local. Mas em termos de resultados práticos o que se pode contabilizar?

Sem força para investimentos

O Índice de Participação dos Municípios (IPM) nada mais é do que é retorno do ICMS. Do total de ICMS arrecadado pelo Estado, 25% são partilhados com as prefeituras. Deste montante, 15% são distribuídos igualmente dividindo-se o valor entre o número total de municípios. Os 85% restantes são partilhados de acordo com o movimento econômico de cada cidade. A soma dos dois percentuais (15%/295 + proporcionalidade do Valor Adicionado x 85%) resulta no IPM. Ou seja, uma atividade econômica estagnada significa quase o mesmo repasse de valores e uma capacidade cada vez menor dos municípios realizarem investimentos.

Cinto apertado em Capivari de Baixo

A contenção de despesas anunciada novamente pela Prefeitura de Capivari de Baixo corrobora com as projeções da Secretaria da Fazenda sobre o IPM. O prefeito Nivaldo Sousa (PSB) não tem tido folga desde o início da atual gestão. Para piorar, o município é um dos que vai ter diminuição no repasse para o próximo ano, com queda em torno de 3%. Ainda segundo o órgão estadual, os municípios têm até 5 de julho para questionar os números divulgados até agora.

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Gráficas pedem a redução do ICMS

Representantes da Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Regional de Santa Catarina (Abigraf/SC) estiveram na Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) na última semana, para solicitar o retorno da alíquota do ICMS em 12% para o setor produtivo. O presidente da Abigraf/SC, Cidnei Luiz Barozzi, diz que o setor está sendo prejudicado com o retorno do ICMS para 17%. O secretário da SEF, Paulo Eli, afirmou que os segmentos estão sendo atendidos individualmente. A Abigraf/SC representa 1.278 empresas gráficas de SC e mais de 11 mil trabalhadores.

Política ainda na frente da Copa

Pesquisa da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV DAPP) aponta que brasileiros ainda não entraram no clima da Copa do Mundo. As menções no Twitter à seleção brasileira e à Copa ainda são pouco menos da metade de referências, no mesmo período, à política do país, que somam menções a pré-candidatos à presidência da República, à greve dos caminhoneiros, ao desemprego, à corrupção e às eleições de outubro. Essa diferença de volume, segundo a FGV, é sintoma de como os sucessivos episódios políticos continuam prendendo a atenção (e a preocupação) dos brasileiros, apesar do interesse nacional na seleção e no hexa. Será que esse desinteresse resiste à estreia da Seleção?