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segunda-feira, 12 de março de 2018

Partidos WhatsApp

Com a janela partidária aberta esta semana e que vai durar até 7 de abril vamos ver diversos políticos detentores de mandatos eletivos trocando de sigla. Este período permite que eles façam essa troca sem correr o risco de perder o mandato.

A janela coloca por água abaixo aquela premissa de que o mandato pertence ao partido e não a quem se elegeu. Como manter essa regra de fidelidade estava muito difícil, os próprios políticos que decidem as leis, e não os partidos, encontraram um jeitinho para que eles não se prejudicassem. Tadinhos.

A janela parece mais uma situação que acontece no dia a dia das pessoas que integram grupos no aplicativo de mensagem do WhatsApp. Vira e mexe, alguém insatisfeito com algo que foi dito ou com algum membro, sai do grupo e cria outro praticamente igualzinho, mas sem aquele que o estava incomodando. Qualquer semelhança com o mundo político não é mera coincidência.

Novo velho DEM

O deputado federal João Paulo Kleinubing deixou o PSD para voltar Ao Democratas. De cara já assumiu a direção estadual do partido e foi lançado como pré-candidato a governador. Com ele devem migrar muitos outros ex-pessedistas que um dia já foram do DEM. Vale lembrar que quando foi eleito governador em 2010, Raimundo Colombo era filiado ao DEM. Naquele pleito a sigla elegeu três deputados federais e sete estaduais. Kleinubing era prefeito de Blumenau.

Ministério do PTB

O jornal O Globo denunciou: um jovem de 19 anos administra contratos de quase R$ 500 milhões de reais no Ministério do Trabalho. A indicação foi do PTB, partido que controla a pasta. A informação revela alguns dos diversos absurdos que ocorrem na política nacional. Além do rapaz que ocupa um cargo de tamanha importância sem a devida experiência ou qualificação, há também o controle total e irrestrito de um partido político sobre um ministério. Só para lembrar o PTB e esta pasta são protagonistas das trapalhadas de nomeações que vem ocorrendo há alguns meses. Lembra da Cristiane Brasil? Aquela que foi indicada para o cargo, mesmo sendo processada na Justiça Trabalhista.

Coleta eletrônica

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira a proposta que permite a coleta de assinaturas eletrônicas de eleitores para a apresentação de projetos de lei de iniciativa popular. Atualmente, somente é permitida a coleta de assinaturas manuscritas. O que significa 1% do número de eleitores (quase 1,5 milhão de assinaturas). Do jeito atual, é mais fácil criar um partido político do que propor uma lei por iniciativa popular.