As multas para algumas infrações de trânsito ficaram até 900% mais caras em 2014. O aumento que está valendo desde o mês de novembro abrange desde ultrapassagens perigosas até rachas. Muitos criticam os aumentos e outros entendem que eles são necessários para coibir a violência no trânsito. Há até quem diga que as multas mais caras teriam o objetivo de dificultar o acesso da população a um veículo próprio.
Mas o fato é que num primeiro momento as multas forçam um comportamento mais correto dos motoristas. Em longo prazo, com mais educação no trânsito, as penalidades diminuiriam e também mais vidas seriam salvas. Um veículo automotor não é um brinquedo e as pessoas não podem sair por aí descumprindo regras, achando que estão participando de um vídeo game.
Além das multas, a fiscalização e controle dos automóveis também deveria evoluir para a questão dos seguros. A obrigação de ter um seguro com valores compatíveis para garantir danos físicos e materiais deveria ser cobrada juntamente com a regularização dos documentos. O atual seguro obrigatório, DPVAT, não cobre danos materiais causados por acidentes, roubos ou furtos.
Quem deseja ter um carro, precisa entender que junto com ele vem gastos de manutenção, impostos e segurança. Um seguro contra terceiros deveria também entrar nesta conta.