Com certa frequência recebemos por e-mail, ou pelas mídias sociais, mensagens que fazem alertas sobre diversos assuntos. Uns são verdade e outros nem tanto. A última que recebi chamava a atenção sobre um projeto de lei que repetiria o confisco da poupança e salários, semelhante ao que ocorreu no início do governo de Fernando Collor, em 1990.
Para quem não lembra, naquele ano o governo federal promoveu o confisco de valores depositados em contas bancárias. Da noite para dia, muita gente ficou sem as suas economias e só pode movimentar o dinheiro anos depois.
Agora, o que se propaga pela internet é que o tal projeto estaria esperando um momento oportuno para ser colocado em prática. Desta vez o confisco seria batizado de Limite Máximo de Consumo. Ao conferir os links da mensagem, pode-se verificar que o projeto realmente existiu, e felizmente foi arquivo em 2004.
Mas o meu objetivo em falar deste assunto é reforçar a necessidade de acompanhar o trabalho de deputados e senadores. O projeto do Limite Máximo de Consumo foi proposto por um deputado federal do Piauí, mas poderia ser por qualquer um.
Os parlamentares podem ter as ideias mais absurdas possíveis, mas a pressão dos eleitores é fundamental para que elas não sigam adiante. O processo eleitoral vai muito além do ato de comparecer às urnas para votar. O eleitor precisa lembrar das escolhas que faz e depois fiscalizar a atuação dos eleitos.
Desta forma pode-se evitar ser surpreendido por uma mensagem anônima na internet, mesmo que ela seja mentirosa.