Descolar da imagem governista e de Raimundo Colombo e tentar explicar a mudança de rumo. Esta tem sido uma das primeiras tarefas de campanha do candidato a vice-governador Joares Ponticelli (PP). A estratégia parece estar definida: culpar o PMDB e criticar as áreas que ficaram sob os cuidados da sigla durante o mandato como a saúde e a infraestrutura. Em partes Colombo ficaria isento dos problemas apresentados.
Num primeiro contato com a imprensa regional, marcando o início da campanha, Joares disse que o time de Colombo não ajuda, numa clara referência aos aliados peemedebistas. Citou as obras da região que andaram ou andam a passos lentos como o Aeroporto Regional, Arena Multiuso, UPA 24 Horas e incluiu a Ponte Hercílio Luz de Florianópolis para reforçar a relação dos adversários com a infraestrutura.
No campo das propostas Ponticelli disse que ele e Paulo Bauer (PSDB), o candidato a governador, pretendem nomear secretários por mérito e não por partido político. A futura divisão dos cargos não será pela geografia das urnas. Também reforçou a ideia de acabar com as secretarias regionais e criar cinco mesoregionais. Disse também que o governo precisa diminuir o número de cargos comissionados e aumentar a eficiência na prestação de serviços.
Sobre as divergências locais que pipocam pelo estado procurou amenizar dizendo que elas precisam ser respeitadas, mas que os membros dos partidos devem colocar o projeto maior na frente das diferenças.