A reunião do governador Raimundo Colombo (PSD) com lideranças do PP manteve no ar o clima de indefinição sobre a coligação para as eleições de 2014.
De um lado o pré-candidato a reeleição manteve o discurso sobre as propostas que tem para um segundo mandato. Do outro, os progressistas, que apesar de não terem ouvido a confirmação do que queriam, assumiram publicamente uma postura otimista de que o acordo virá. Especula-se que o clima do encontro foi ameno para consolidar com calma a aliança com o PMDB.
A constatação do momento é de que aqueles que têm mandatos, cargos e aspirações político eleitorais desejam a aliança. Ninguém quer ficar de fora do governo. O PP foi oposição no governo de Luiz Henrique da Silveira e teve uma relação completamente diferente com Colombo. No cenário que se apresenta as chances de reeleição são muito grandes e todos querem ficar do lado do vencedor.
A resistência a uma provável coligação que abrigue PMDB e PP vem de fato das bases, dos correligionários mais antigos e tradicionais. É deles que vêm as manifestações de contrariedade.
Quem vai decidir esta disputa serão os membros do diretório, já nas urnas o poder de decisão é bem mais amplo e difícil de controlar.