O governo catarinense começa 2013 com o cinto apertado. Se a ordem no Estado, grande arrecadador, é economizar imagino então que o cidadão comum deve ficar com a pulga atrás da orelha.
Sem reajuste para os servidores estaduais e corte no orçamento sobre o custeio e investimentos o dinheiro que gira pode ficar mais curto para todos. É claro que das lições de economia podem surgir ideias e ações que possam dar um melhor destino aos recursos públicos que são gerados pelos cidadãos.
Agora o que se deve aproveitar neste momento também para pensar é sobre a situação do atual governo de Raimundo Colombo (PSD) que chega em sua metade. O que de concreto foi feito até agora? O governo quebrou nestes últimos dois anos ou já estava quebrado quando ele assumiu?
Até agora tivemos uma sucessão de greves na educação e saúde e muita dificuldade para cumprir promessas de campanha, como por exemplo, os hospitais de referência num raio de 100 quilômetros por todo o Estado.
Mas se tem atuado com a corda no pescoço Colombo é um dos principais responsáveis. Há dois anos comenta-se sobre a vontade de enxugar as secretarias de desenvolvimento regionais, que tempos atrás já foram tão criticadas. Mas apenas comenta-se, nada de concreto muda.
O ex-secretário Ubiratan Rezende deixou o governo ainda no primeiro ano porque reconheceu que não seria possível fazer os ajustes técnicos em detrimento dos acertos políticos. Voltou para os Estados Unidos para não perder a amizade que tinha com Colombo.
Quem sabe, se o governador tivesse seguido as orientações do professor as contas neste início de 2013 seriam diferentes.
