Planos e projetos de desenvolvimento não são novidade por aqui. Alguém, por exemplo, lembra do Prosperidade Sul Catarinense? Mas também não é por isso que o Plano de Desenvolvimento Regional, o PDR, entregue hoje ao vice-governador Eduardo Moreira (PMDB), deve ser diminuido. Pelo contrário, é mais uma tentativa de pensar a região a longo prazo. Quem não conhece as dificuldades para atrair novos investimentos?
O Plano de Desenvolvimento Regional foi desenvolvido para ser o portfólio da região para buscar investimentos futuros e contribuir para o fortalecimento de gestão. A ideia é propor um desenvolvimento regional estruturado e contínuo. Um trabalho que foi liderado pela Unisul em conjunto com diversos segmentos da sociedade.
Agora, finalizado e entregue às autoridades, vem outra etapa muito importante, que é tirar as ideias do papel e transforma-las em realidade. Para isso é preciso vontade política e continuidade para que as propostas sejam seguidas por este governo e pelos próximos que se seguirão.
O crescimento de uma região não se dá num mandato de quatros anos e prejudicado pela burocracia precisamos de muita persistência para conquistar a efetiva realização dos projetos. Para lembrar disso é só ver quanto tempo esperamos pela conclusão de obras importantes como a BR-101 ou Aeroporto Regional.
Planos como este entregue hoje indicam os caminhos e potencialidades. Cabe aos que tem o poder de decidir, seguir estas orientações e executar as ações que são necessárias. Poder este, que de certa maneira é bem amplo.
O PDR é a partir de agora é o norteador do Conselho de Desenvolvimento Regional, o CDR. Por este conselho, que é formado por representantes de diversas áreas, passam projetos e pedidos de recursos para o governo estadual. Na teoria, nada do que é aprovado lá poderá estar em desacordo com os 150 macroprojetos do PDR. Conselheiros e gestores do Estado tem o compromisso de que isso se confirme também na prática.
