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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Acordo deixa PMDB sem candidato para presidente

O acordo selado entre PT e PMDB para as eleições presidenciais de 2010 é destaque em todos os jornais de hoje. Mas, mais do que um acordo político com seu diversos desdobramentos, revela que temos algo errado em nosso sistema eleitoral.

Como pode o maior partido político de um país deixar de lançar candidato próprio em troca de acordos. Seria oportunismo? Se ganhar, faz parte do governo, se perder, pode no futuro negociar com quem ganhou? Isso não é impossível e outros por aí fazem o mesmo.

PP, DEM, PTB já foram grandes e históricos partidos e foram se enfrequecendo ao longo do tempo por motivos bem semelhantes. O PMDB ainda é grande, mas até quando?

O último candidato a presidente do PMDB foi Orestes Quércia em 1994, mesmo ano que o PP (então com o nome de PPR) lançou Esperidião Amin. A última e única vez que o DEM (na época chamado de PFL) e PTB lançaram candidatos foi em 1989 com Aureliano Chaves e Afonso Camargo, respectivamente.

Reforma eleitoral já!

2 comentários:

  1. Existem muitas boas propostas que sempre são levantadas quando se fala em reforma política, e o financiamento público de campanha é um deles.
    Mas há opções simples que fortaleceriam os partidos, como a proibição da coligação proporcional. Isso obrigaria os partidos a ter uma boa nominata e acabaria com os que se sustentam nas costas dos outros.

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  2. Matheus,

    Concordo contigo sobre o financiamento de campanhas, mas sou contra até coligação na majoritária. Pra que serve uma eleição em dois turnos? Eu citei alguns exemplos nas eleições para presidente, mas nas cidades e estados temos muitos outros para contar.

    Rafael

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